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07/03/2026

Homem mata ex-parceira e abandona corpo em carro de aplicativo no AM

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Um homem foi preso ontem, em Manaus, suspeito de matar a ex-companheira. Segundo a Polícia Civil, ele abandonou o corpo da vítima dentro de um carro de aplicativo, em frente a um hospital da capital amazonense, e fugiu.

O que aconteceu

Simon Danilo Amoedo Pimentel, 36, foi preso em casa, na zona norte de Manaus. Segundo a Polícia Civil do Amazonas, ele é investigado como autor do feminicídio de sua ex-companheira, Marcelly Alexandre da Silva Freitas, 28, no último dia 12 de dezembro.

O crime foi cometido, segundo as investigações, na casa do suspeito, no bairro Cidade Nova. Após agredir e asfixiar a Marcelly, Pimentel pediu um carro de aplicativo, em nome de terceiro, para levá-la ao hospital.

Segundo a delegada, ao chegar ao hospital, Pimentel disse ao motorista que buscaria uma cadeira de rodas para a Marcelly. No entanto, ele fugiu em seguida, deixando-a sem vida no interior do veículo.

Como a mulher não estava acompanhada de familiares e tinha marcas de agressões pelo corpo, funcionários do hospital acionaram a DEHS (Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros). “Três dias após (o crime), a família registrou um boletim de ocorrência, pelo seu desaparecimento, sem saber que ela havia sido deixada na unidade hospitalar já sem vida”, disse o delegado Ricardo Cunha.

Marcelly vivia, segundo relatou a família à Polícia Civil, sob constante perseguição por parte do ex-companheiro, com quem manteve um relacionamento de aproximadamente um ano. Eles estariam separados há cerca de dois meses.

Pimentel, em interrogatório, confessou o crime, segundo a Polícia Civil, e alegou legítima defesa. Ele responderá por feminicídio e ficará à disposição da Justiça. O UOL tenta localizar a defesa dele, e o espaço está aberto para manifestação.

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 – Central de Atendimento à Mulher – e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Fonte: UOL

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