Em Manaus (AM), um homem de 34 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), na última quarta-feira (25), acusado de armazenar material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes em sua conta pessoal de e-mail e dispositivos eletrônicos. A prisão ocorreu após uma denúncia feita por funcionários de um hospital privado da capital amazonense, onde o suspeito trabalhava na área administrativa.
Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as investigações começaram quando colegas de trabalho perceberam que o computador do suspeito estava com sua conta do Google aberta durante a troca de turno no hospital. Ao acessar o sistema, os profissionais se depararam com uma galeria extensa de vídeos e imagens pornográficas envolvendo menores de idade, o que causou choque e imediata comunicação à direção da unidade, que acionou a polícia.
Entre os arquivos encontrados pelos agentes, havia material que envolvia a própria filha do suspeito, uma adolescente de 13 anos. O homem foi localizado e preso em sua casa, no conjunto Viver Melhor, bairro Cidade de Deus, na zona norte de Manaus.
Durante o interrogatório, o suspeito admitiu que participava de grupos de mensagens onde recebia esse tipo de conteúdo, mas apresentou uma versão controversa em relação às imagens da adolescente, alegando que teria encontrado os arquivos no celular da filha e os transferido para sua conta para mostrar posteriormente à mãe — declaração que a polícia não considera verossímil.
A delegada ressaltou que investigações continuam em andamento, com perícias sendo realizadas em aparelhos apreendidos, incluindo dois celulares — um pertencente ao suspeito e outro à mãe da adolescente — para verificar se além de armazenar o material ele também produzia ou compartilhava os arquivos.
O crime de armazenamento de pornografia infantil é considerado hediondo, e mesmo a posse desse tipo de conteúdo alimenta redes criminosas que incentivam a exploração sexual de menores. O homem permanece à disposição da Justiça, e sua prisão poderá ser convertida em preventiva caso os exames técnicos indiquem envolvimento em outras práticas criminosas.
Autoridades policiais reforçam que casos como esse necessitam de apuração rigorosa e cooperação da sociedade para combater a disseminação de material que explora e vitima crianças e adolescentes.






