Uma situação de grave irregularidade institucional foi registrada na tarde desta sexta-feira (27) em Manaus (AM), quando 17 policiais militares que estavam cumprindo pena no Batalhão de Guardas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), localizado no bairro Monte das Oliveiras, na zona Norte da capital, foram oficialmente declarados foragidos após uma revista de rotina na unidade prisional.
O episódio aconteceu durante uma inspiração de rotina nas instalações onde os detentos militares estavam custodiados. Segundo a corporação, 21 policiais militares que deveriam estar na unidade não foram encontrados no momento da revista, o que desencadeou a verificação e o consequente registro da fuga. Dos ausentes, quatro retornaram espontaneamente à unidade após o início da checagem, mas os outros 17 continuam com paradeiro desconhecido, caracterizando-os oficialmente como foragidos da justiça militar.
A resposta imediata da PMAM não se limitou à constatação das ausências. Equipes especializadas, incluindo membros das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Batalhão de Choque, foram mobilizadas para buscar os policiais fugitivos e investigar as circunstâncias da ocorrência. Durante a operação, agentes que estavam responsáveis pela guarda dos detentos no momento da revista foram presos, sob suspeita de facilitação ou negligência grave no cumprimento de suas funções, o que elevou a preocupação sobre possíveis falhas na administração da unidade e na disciplina interna da corporação.

A situação gerou repercussão imediata dentro da corporação e nas redes sociais, gerando questionamentos sobre procedimentos internos de custódia e segurança. A Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APPBMAM) informou que advogados da entidade foram encaminhados ao Núcleo Integrado de Práticas Policiais (NIPP) para acompanhar os procedimentos e oferecer assistência jurídica aos associados envolvidos na ocorrência.
As autoridades competentes — incluindo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a Polícia Militar do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) — foram contatadas para prestar esclarecimentos sobre o caso, mas até o momento não houve divulgação oficial completa de notas ou explicações detalhadas sobre as circunstâncias que possibilitaram a evasão dos detentos militares.
Este episódio levanta questões importantes sobre a segurança e a disciplina no sistema de detenção interno da Polícia Militar, especialmente considerando que os próprios agentes de segurança — em vez de presos comuns — são aqueles que escaparam de um local sob custódia da corporação. As investigações devem continuar para apurar não apenas a localização dos foragidos, mas também responsabilidades disciplinares e legais envolvendo os policiais que estavam encarregados da guarda no momento da revista.






