A morte de um adolescente de 16 anos dentro de uma unidade ligada à Delegacia Especializada em Atos Infracionais (DEAAI) tem causado comoção e revolta entre familiares em Manaus.
O jovem, identificado como Danilo Travassos, foi apreendido e entregue com vida às autoridades, mas horas depois a família recebeu a notícia de que ele havia sido encontrado morto, supostamente por enforcamento.
O caso ocorreu na noite de 14 de janeiro de 2026 e está sendo investigado. A família não aceita a versão inicial apresentada e cobra explicações dos órgãos responsáveis pela custódia do adolescente.
Segundo os pais, Danilo era investigado por suposta participação no assassinato de um policial militar ocorrido em novembro de 2025.
Ao tomarem conhecimento de que o adolescente estaria sendo procurado, a família decidiu apresentá-lo de forma voluntária às autoridades, como forma de colaborar com as investigações.
Inicialmente, o jovem foi levado à Delegacia de Homicídios e, posteriormente, encaminhado à Delegacia Especializada em Atos Infracionais. Ele deu entrada na unidade por volta das 9h da manhã, acompanhado da mãe.
Morte comunicada horas depois
Ainda de acordo com a família, por volta das 21h, os pais receberam uma ligação informando que Danilo havia sido encontrado morto dentro da cela onde estava custodiado. A informação repassada foi de que o adolescente teria tirado a própria vida por enforcamento.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi realizado o exame necroscópico.
O laudo do IML entregue à família aponta como causa da morte asfixia por estrangulamento. No entanto, segundo os pais, o documento não esclarece se a morte foi provocada pelo próprio adolescente ou por terceiros.
“Não explica como aconteceu. Só diz asfixia e estrangulamento”, afirmou o pai, que prefere não se identificar.
Família questiona versão oficial
Os familiares afirmam que Danilo não apresentava sinais de depressão ou comportamento que indicasse risco de suicídio.
Além disso, relatam que não tiveram acesso à cela onde o adolescente foi encontrado morto e que não receberam explicações detalhadas sobre as condições de custódia.
A família levanta a suspeita de que o jovem possa ter sido vítima de retaliação, já que era apontado como suposto envolvido no assassinato de um policial militar.
Procurada pela TV Norte Amazonas, a Polícia Civil do Amazonas informou que o adolescente não estava sob custódia direta da delegacia de Manaus no momento da morte, mas em um prédio anexo, cuja administração seria de responsabilidade da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).
Até o momento, não houve um posicionamento público detalhado da SEAP sobre o caso.
Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias da morte do adolescente. A família cobra transparência, esclarecimentos técnicos e responsabilização, caso sejam constatadas falhas na custódia ou qualquer tipo de violência.
O velório de Danilo ocorre sob clima de dor e indignação. A família afirma que seguirá buscando respostas junto aos órgãos de segurança e à Justiça em Manaus.
Fonte: Portal Norte






