O atropelamento que tirou a vida da educadora e ex-gestora pública Ângela Neves Bulbol de Lima, de 64 anos, dentro de um condomínio de alto padrão na Zona Centro-Sul de Manaus, ganhou um novo e grave desdobramento: a ex-diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Mônica Queiroz Melo, deverá ser indiciada por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — segundo informações da Polícia Civil.
O Atropelamento dentro do comndomínio
O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, nas dependências do Residencial Ephigênio Salles, em Manaus.
Ângela caminhava na área interna do condomínio quando foi atingida por um veículo Mercedes-Benz conduzido por Mônica Melo.

De acordo com as informações apuradas, o impacto foi violento. A vítima sofreu traumatismo craniano grave e entrou em parada cardíaca ainda no local. Ela foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo dois dias depois.
A morte transformou um acidente interno de condomínio em um caso de grande repercussão estadual.
Polícia apura possível negligência
As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT), da Polícia Civil do Amazonas.

Segundo o delegado Thenistocles Silva Alencar, a condutora deverá ser indiciada por homicídio culposo após a conclusão do inquérito. A apuração considera indícios de possível negligência na condução do veículo.
Entre os pontos analisados pela polícia estão:
- Velocidade desenvolvida dentro do condomínio
- Condições de visibilidade
- Imagens de câmeras de segurança
- Depoimentos de testemunhas
- Laudos periciais do local e da necropsia
A investigada ainda deve prestar depoimento formal para complementar as diligências.
O fato de a condutora ser uma ex-dirigente do órgão máximo de trânsito no estado intensificou a repercussão pública do caso.
Mônica Melo já ocupou o cargo de direção no Detran-AM, autarquia responsável por fiscalizar, regulamentar e promover a segurança no trânsito amazonense. Agora, a ex-gestora se vê no centro de uma investigação por um atropelamento fatal.
A situação levanta um debate inevitável: houve falha na atenção ao volante? Houve imprudência?
Embora a tipificação seja de homicídio culposo — ou seja, sem intenção — o inquérito busca determinar se houve descuido suficiente para configurar responsabilidade penal.






