
A empresa Marquise Ambiental, que desde 2013 presta serviços de limpeza urbana para a Prefeitura de Manaus e já recebeu mais de R$ 1,14 bilhão pelos contratos firmados, poderá assumir no futuro a gestão definitiva de um novo aterro sanitário da capital.
Atualmente, a empresa possui um contrato com a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) para a execução de serviços como coleta de lixo domiciliar e hospitalar, varrição, capina e descarte de resíduos, com validade até 2035.
O contrato original já passou por oito aditivos, o último deles assinado ainda em 2020, durante a gestão do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto.

Com isso, uma nova concessão para o grupo Ecomanaus, subsidiária da Marquise Ambiental, não está descartada no futuro. Tentativas nesse sentido já ocorreram no passado.
Apesar de a Prefeitura estar implantando um aterro provisório, com prazo de funcionamento até 2028, a expectativa é que, após esse período, o município avalie a viabilidade de utilizar o aterro privado construído pela Marquise — um empreendimento de R$ 200 milhões, já concluído, mas ainda sem definição de uso.
Localizado no Ramal Itaúba, no quilômetro 13 da BR-174, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, o aterro privado fica próximo aos igarapés do Leão e Tarumã-Açu, e desde o anúncio do projeto enfrenta críticas sobre possíveis riscos de contaminação dos recursos hídricos.

A possibilidade, no entanto, já foi frustrada anteriormente por um impasse jurídico, após embargo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Enquanto isso, a gestão municipal mantém a operação do aterro sanitário provisório, com entrega prevista para 2026.
Parceria Público-Privada
Durante o anúncio do aterro provisório, na sexta-feira, 17/10, David Almeida afirmou que o investimento na obra é fruto de uma parceria público-privada. “A Prefeitura continua proprietária do aterro e nós não vamos pagar para ficar em um aterro privado, que como todos sabem, é mais caro e mais longe”, afirmou o prefeito.
Confira os contratos pagos à Marquise:
Fonte: Portal Rios



