A cidade de Manaus amanheceu de luto neste domingo (22) após a confirmação da morte da professora universitária e ex-gestora pública Ângela Neves Bulbol de Lima, conhecida como Ângela Bulbol. Ela não resistiu aos ferimentos provocados por um grave atropelamento ocorrido dentro de um condomínio residencial na zona Centro-Sul da capital amazonense.

A informação foi confirmada pela família por meio de comunicado oficial divulgado à imprensa e nas redes sociais. Ângela tinha 65 anos e era reconhecida por sua trajetória na educação superior e na administração pública do Amazonas.
O acidente
De acordo com as informações divulgadas, o acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (20), no Condomínio Ephygênio Salles. A professora realizava uma caminhada nas dependências internas do residencial quando foi atingida por um veículo conduzido por uma moradora.
Relatos apontam que o carro teria ultrapassado um quebra-molas antes de atingir a vítima. O impacto foi considerado violento e causou ferimentos gravíssimos, incluindo traumatismo craniano. Moradores acionaram imediatamente o socorro.
Atendimento médico e internação
Ângela foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada em estado crítico ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Posteriormente, segundo informações divulgadas por veículos locais, ela teria sido transferida para o Hospital Check-Up, onde passou por procedimentos cirúrgicos de emergência.
Apesar dos esforços da equipe médica, a professora permaneceu internada em estado gravíssimo e não resistiu às complicações decorrentes do traumatismo.
A confirmação da morte ocorreu na noite de domingo (22), gerando grande comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e ex-alunos.
Quem foi Ângela Bulbol

Com uma carreira consolidada na educação e na gestão pública, Ângela construiu uma trajetória marcada por dedicação ao serviço público e à formação acadêmica.
Ela era professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde a década de 1980, atuando na área de Administração. Ao longo de quase quatro décadas de docência, participou da formação de centenas de profissionais no estado.
Na administração pública, exerceu cargos de destaque, incluindo o de secretária de Estado durante o governo de Amazonino Mendes, além de ter presidido a Fundação Escola de Serviço Público Municipal, contribuindo para a qualificação de servidores.
Doutora em Ciências da Informação e Marketing pela Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, Ângela também possuía mestrado e especializações nas áreas de gestão, inovação e marketing. Em 2025, lançou o livro Autobiografia Criativa, no qual reuniu memórias e reflexões sobre sua trajetória profissional e pessoal.
Investigação
A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do atropelamento. O objetivo é esclarecer a dinâmica do acidente, ouvir testemunhas e verificar eventuais responsabilidades.
Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre indiciamentos ou possíveis medidas judiciais relacionadas ao caso.
Comoção e homenagens

Após a confirmação da morte, diversas autoridades e instituições emitiram notas de pesar. Colegas da UFAM, ex-alunos, servidores públicos e representantes políticos destacaram o legado deixado por Ângela na educação e na gestão pública amazonense.
Nas redes sociais, multiplicaram-se mensagens de despedida, ressaltando sua competência profissional, postura ética e dedicação ao ensino.
O velório ocorreu em funerária no Centro de Manaus, com sepultamento realizado no Cemitério São João Batista, reunindo familiares, amigos e autoridades.
Um legado que permanece
A morte de Ângela Bulbol representa uma perda significativa para o Amazonas. Professora, gestora e líder acadêmica, ela deixa uma história marcada pelo compromisso com a educação e pelo fortalecimento das instituições públicas.
Enquanto as investigações seguem em andamento, a sociedade amazonense se despede de uma profissional que dedicou a vida à formação de pessoas e ao desenvolvimento do estado.






