Uma denúncia de suposta compra de votos nas eleições municipais de 2024, em Manaus, voltou a movimentar os bastidores da política amazonense. O caso envolve a empresária e professora Maria do Carmo Seffair, que foi candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo deputado federal Capitão Alberto Neto, e passou a ser analisado por órgãos da Justiça Eleitoral.
De acordo com informações encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE), a denúncia foi apresentada por um ex-aliado da campanha, o professor Ronaldo Fernandes, que afirma possuir documentos e gravações que indicariam possíveis irregularidades ocorridas durante o período eleitoral.
Documentos e transferências bancárias
Entre os materiais entregues às autoridades eleitorais estariam comprovantes de depósitos e transferências realizadas por meio do sistema Pix. Segundo a denúncia, os valores teriam origem em contas ligadas à própria Maria do Carmo, além de contas de pessoas próximas à campanha e de uma conta vinculada à Faculdade Fametro, instituição associada à empresária.
Entre os registros apresentados, consta uma transferência de cerca de R$ 20 mil realizada na manhã do dia da eleição, o que também foi incluído no conjunto de documentos protocolados junto às autoridades eleitorais. Esses dados fazem parte do material que agora pode ser analisado pelas instâncias responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral.
Áudios entregues às autoridades
Outro elemento mencionado na denúncia são gravações de áudio que teriam sido encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral. Segundo o denunciante, em algumas dessas gravações haveria referências a repasses financeiros realizados durante o período da campanha eleitoral.
De acordo com o conteúdo apresentado, uma das falas atribuídas à empresária mencionaria a destinação de valores que poderiam chegar a cerca de R$ 1 milhão para ações de mobilização política ao longo da campanha municipal.
Além disso, os áudios também fariam referência ao pagamento de quantias superiores a R$ 1 mil a lideranças comunitárias, que teriam recebido recursos para atuação política durante o processo eleitoral. Segundo o denunciante, esses valores teriam sido distribuídos a um grande número de pessoas ligadas à campanha.
Caso passa a repercutir no cenário político
A divulgação da denúncia gerou repercussão no ambiente político do Amazonas, especialmente porque Maria do Carmo tem sido citada como uma possível figura de destaque em futuras disputas eleitorais no estado.
Com o material protocolado, cabe agora às autoridades eleitorais analisar os documentos, áudios e demais provas apresentadas para verificar se há indícios de irregularidades ou eventual abertura de investigação formal.
Até o momento, o caso segue no campo das denúncias apresentadas às instituições responsáveis pela fiscalização eleitoral, que deverão avaliar a procedência das acusações e determinar os próximos passos do processo.






