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07/03/2026

Após rejeição do PP, Moro enfrenta resistência do próprio partido para 2026

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O senador Sergio Moro enfrenta falta de apoio dentro de seu próprio partido, o União Brasil, para se candidatar a governador do Paraná em 2026.

O que aconteceu

Diretório do PP no Paraná rejeitou candidatura de Moro. O partido, que caminha para formar uma federação com o União Brasil, decidiu por unanimidade que não vai homologar a candidatura dele ao governo estadual. A decisão teve o aval do presidente nacional da sigla, Ciro Nogueira (PP-PI).

Presidente do União, Antonio Rueda saiu em defesa do senador. Ele chamou o veto do diretório estadual de “arbitrário”, afirmou que vai insistir na candidatura e que “a intenção é dialogar com o Progressistas no âmbito da federação”.

Apesar da declaração de Rueda, Moro deve ter dificuldade de se viabilizar. Parlamentares ouvidos sob reserva pelo UOL dizem que, embora tenha se saído bem nas pesquisas eleitorais, o senador não tem uma boa relação com políticos do estado e é considerado ausente. “É uma candidatura que a classe política rejeita”, resume um deputado.

Ricardo Barros, líder do PP paranaense, diz que o impasse será decidido pela direção nacional da federação. Segundo o deputado, Moro conversou com quase todos os membros do diretório estadual para buscar adesão à sua candidatura, mas não conseguiu. “Está decidido. Isso não é uma abertura de negociação, é um encerramento de negociação”, afirmou ao UOL.

Barros diz que Moro deve sair do União. “Quando ele sair do partido, reuniremos novamente a executiva estadual para avaliar. Sempre daremos prioridade para candidatura própria”, disse.

Nenhum dos quatro deputados federais do União no Paraná endossou o nome de Moro. Dos seis deputados estaduais do partido, só dois apoiaram publicamente o ex-juiz: Mauro Moraes e Tito Barrichello.

Uma ala do União defende aliança com nome apoiado por Ratinho Jr (PSD). Políticos paranaenses argumentam que o governador, que está no segundo mandato, tem boa avaliação no Paraná e não deve enfrentar dificuldade para eleger um sucessor em 2026.

Parlamentares levantam a possibilidade de a candidatura de Moro causar uma debandada. Eles ressaltam que prefeitos e deputados podem sair do União para apoiar o nome indicado por Ratinho, que ainda não foi definido.

“Capacidade como gestor é incógnita”, diz parlamentar

“Em time que está ganhando não se mexe”, diz o deputado estadual Ney Leprevost (União). “Eu defendo que o União apoie o candidato do Ratinho para que este método de gestão continue. Não tenho mais nenhuma aresta com o senador Moro, mas a capacidade dele como gestor é uma incógnita, ainda não foi testado”, afirma o parlamentar, que também é presidente da executiva do União Brasil de Curitiba.

Há alguns nomes cotados para suceder Ratinho. Entre eles, o deputado Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Rafael Greca (PSD), ex-prefeito de Curitiba, e Guto Silva (PSD), secretário estadual das Cidades.

Ricardo Barros fala em candidatura própria, mas o PP teria interesse em uma vaga na chapa apoiada por Ratinho. Segundo políticos ouvidos pelo UOL, Barros tenta emplacar sua esposa, a ex-governadora Cida Borghetti, como candidata a vice-governadora. Outro nome aventado é o de Rafael Greca, que recebeu convite para se filiar ao PP.

Procurado pela reportagem, Moro não quis dar entrevista. Nas redes sociais, ele reforçou o posicionamento de Rueda e afirmou que seguirá com a candidatura. “Nosso compromisso é com a boa gente do Paraná e não com interesses particulares. Nossos únicos adversários são o PT, o atraso e o crime organizado”, escreveu.

Fonte: UOL

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