O tabuleiro político do Amazonas ganhou contornos de tensão nesta semana. A empresária e política Maria do Carmo Seffair, reitora de uma das maiores instituições de ensino do estado, está no centro de um intenso debate sobre os rumos de sua carreira pública. O que deveria ser uma consolidação de liderança tem sido interpretado por analistas e colunistas políticos como um movimento arriscado — ou, no jargão popular, um verdadeiro “tiro no pé”.
A crítica central, que ecoa em portais de opinião e corredores do poder em Manaus, gira em torno de uma suposta falta de pragmatismo na condução de suas alianças partidárias e no tom adotado contra antigos e potenciais aliados.
O Isolamento e a Crítica às Alianças
De acordo com o artigo publicado no portal A Crítica, Maria do Carmo tem adotado uma postura que, embora pareça assertiva, pode estar fechando portas fundamentais. Fontes políticas indicam que a tentativa de se posicionar como uma “via independente” ou “outsider” radical esbarra na necessidade de coalizão que o sistema eleitoral amazonense exige.
Em portais como o Amazonas Atual, o debate foca na dificuldade da empresária em aglutinar diferentes setores da direita e do centro, o que pode pulverizar votos que seriam cruciais para enfrentar grupos políticos já consolidados no estado.
Gestão vs. Política Partidária
Um dos pontos levantados por especialistas é o contraste entre o sucesso de Maria do Carmo na gestão educacional e sua performance no campo político:
- No setor privado: Reconhecida pela eficiência e expansão de seus negócios.
- No setor político: Críticos apontam que a “lógica da caneta” (decisões unilaterais típicas do mundo corporativo) não se traduz bem para o mundo da política, onde o diálogo e a concessão são moedas de troca obrigatórias.
Repercussão nos Bastidores
A movimentação tem gerado desconforto inclusive dentro de sua própria legenda. Segundo o Portal do Holanda, o receio de interlocutores é que a postura atual da empresária afaste o apoio de grandes caciques políticos que detêm o controle de tempo de TV e fundo partidário, recursos vitais para qualquer campanha de grande porte no Amazonas.
“Na política, o radicalismo sem estrutura é o caminho mais curto para a invisibilidade eleitoral”, comentou um consultor político em análise sobre o cenário local.
O Que Dizem os Aliados
Por outro lado, defensores de Maria do Carmo argumentam que sua postura é uma resposta ao “sistema” e que o eleitorado manauara está cansado das mesmas figuras e arranjos. Para esse grupo, o que a mídia tradicional chama de “tiro no pé”, eles consideram “autenticidade e coragem”.






