A mãe de Juliana da Silva Teixeira, de 22 anos, assassinada na zona norte de Manaus, afirmou nesta segunda-feira (12), em entrevista à TV Norte Amazonas, que considera insuficiente a punição imposta ao homem apontado como autor do crime, executado pelo chamado “tribunal do crime” no último sábado (10).
Ao comentar a morte do suspeito, a mãe foi direta: “Ainda fizeram foi pouco”, disse, ao se referir à execução do homem que teria estuprado e matado a filha.
A declaração ocorreu em meio à forte comoção da família, que acompanha o avanço das investigações e tenta lidar com a violência do caso e com informações falsas divulgadas após o crime.
Suspeito foi executado um dia após a morte da vítima
O homem foi capturado por criminosos no Conjunto Riacho Doce, também na zona norte de Manaus. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram o suspeito amarrado, sendo interrogado e confessando o crime antes de ser morto a tiros em via pública.
Segundo informações preliminares, ele teria sido executado com dezenas de disparos. A Polícia Civil investiga a execução e apura se o homem morto é, de fato, o mesmo que aparece nas imagens conduzindo Juliana momentos antes do assassinato.
Família rebate boatos e defende memória da jovem
Durante a entrevista, a mãe aproveitou para rebater informações que circularam nas redes sociais associando Juliana a uso de drogas ou a locais frequentados por usuários. Segundo ela, a filha nunca teve envolvimento com drogas e foi levada ao local do crime contra a própria vontade.
A mãe afirmou ainda que Juliana tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista, fazia uso de medicação e mantinha uma rotina restrita à família, saindo de casa apenas acompanhada por parentes próximos.
Imagens mostram possível coação antes do crime
Câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Juliana ainda com vida. Nas imagens, ela aparece caminhando ao lado de um homem em atitude considerada suspeita pelos investigadores.
De acordo com a Polícia Civil, a postura da jovem indica medo e possível coação. Em determinado momento, ao cruzar com outras pessoas, o suspeito puxa Juliana para perto, simulando uma relação de casal.
Pouco tempo depois, o corpo da jovem foi encontrado em um terreno baldio da região.
Corpo foi encontrado nu e com sinais de extrema violência
A perícia confirmou que Juliana foi encontrada completamente nua e com um corte profundo no pescoço. O Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte choque hemorrágico provocado por esgorjamento, além de outros ferimentos causados por objeto cortante.
A principal linha de investigação é de crime sexual seguido de homicídio, classificado como feminicídio.
Fonte: Portal Norte






