Os dois homens acusados de envolvimento na morte da jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, deverão enfrentar julgamento pelo Tribunal do Júri em Manaus no mês de maio. O caso, que chocou a população amazonense pela brutalidade do crime, segue em tramitação na Justiça e deverá ser analisado por um conselho de jurados.
Os réus Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva são apontados pelo Ministério Público como responsáveis pelo assassinato da jovem, que estava grávida de oito meses quando foi morta em julho de 2023. De acordo com a denúncia apresentada pelas autoridades, os acusados responderão por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
O julgamento está previsto para ocorrer no dia 27 de maio, no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, localizado na zona Centro-Sul de Manaus. O processo tramita sob segredo de Justiça, mas informações confirmadas pelo Ministério Público indicam que o caso já avançou para a fase de julgamento popular.
Detalhes do crime
Segundo as investigações, o crime ocorreu na madrugada de 30 de julho de 2023, nas proximidades da Usina Termoelétrica Mauá 2, no bairro Mauazinho, zona Leste da capital amazonense. Conforme a denúncia, Débora foi asfixiada com um fio elétrico pelos acusados.
Após o assassinato, os suspeitos teriam colocado o corpo da jovem em um recipiente e ateado fogo. A acusação também aponta que, posteriormente, o principal acusado retirou o bebê da barriga da vítima e descartou o corpo da criança em um rio próximo ao local do crime.
De acordo com o Ministério Público, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e seria o pai do bebê. A motivação do crime estaria relacionada à tentativa de esconder o relacionamento e a gravidez da jovem.
Julgamento pelo Tribunal do Júri
Com a decisão judicial que determinou o envio do processo ao Tribunal do Júri, caberá agora a sete jurados avaliar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa e decidir se os réus são culpados ou inocentes.
Os acusados permanecem presos preventivamente desde a época do crime. O julgamento promete atrair grande atenção da sociedade amazonense, especialmente de familiares e amigos da vítima, que desde então têm realizado mobilizações públicas pedindo justiça.






