O julgamento de Antônio Márcio Silva de Castro, de 52 anos, começou nesta terça-feira (24), no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Ele é acusado de matar a tiros a ex-companheira, Manuella Sabrina Barros Queirós, de 23 anos, e o namorado dela, Victor Hugo de Oliveira Flores, de 27.
O crime ocorreu no dia 8 de junho de 2025, no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte de Manaus. Segundo a investigação da Polícia Civil, o duplo homicídio foi premeditado e teria sido motivado por ciúmes.
O caso é analisado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O julgamento será presidido pelo juiz Leonardo Mattedi Matarangas.
Pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), atua o promotor Gabriel Salvino Chagas do Nascimento, com assistência das advogadas Camila Santana de Lima e Jadiane de Sena Kavadi. A defesa do réu é feita pelos advogados André Humberto Fortes Papaléo, Isabel Luana Nobre Papaléo e Eguinaldo Gonçalves de Moura.
Ao todo, seis testemunhas de acusação e duas de defesa devem ser ouvidas. A previsão é que o julgamento seja concluído ainda nesta terça.
O réu responde por homicídio qualificado, incluindo a qualificadora de feminicídio no caso da morte de Manuella.
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Crime teria sido motivado por ciúmes
Testemunhas relataram que o casal estava em uma quitinete quando o suspeito chegou ao local de carro. Moradores ouviram discussão e, em seguida, vários disparos. Duas crianças estavam no imóvel, entre elas a filha de 4 anos de Antônio e Manuella.
Victor Hugo morreu no local. Manuella chegou a ser socorrida e levada ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Antônio Márcio fugiu. Ele se apresentou dias depois na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Na ocasião, houve tumulto na chegada do suspeito, e familiares das vítimas tentaram agredi-lo.
De acordo com a Polícia Civil, Manuella havia denunciado o ex-companheiro em 2023 por ameaças e chegou a solicitar medidas protetivas, que depois foram revogadas a pedido dela.






